QUANTO MIMIMI, QUANTO BLÁ, BLÁ, BLÁ!

A Páscoa agora é um bicho de sete cabeças?!

Hoje saiu essa matéria aqui no canal Maternar, na Folha de São Paulo: “SAIBA PORQUE NÃO DAR OVO DE BRINQUEDO NA PÁSCOA. Quero dividir com vocês a minha opinião sobre o tema e principalmente, quero saber a opinião de vocês!!

O texto começa dizendo que entrar com as crianças no super mercado neste época é um suplício. Que a criança vê o túnel de ovos e quer porque quer. Que faz birra e manha e acaba com as compras.

Sobre isso destaco o comentário de uma mãe no próprio post da Folha no Facebook: “Tenho dois filhos e eles nunca deram escândalo do mercado. Explico para eles as minhas questões com relação ao consumo e que só vai ganhar o ovo no dia. Pronto. Eles entendem e seguimos. Basta diálogo e educação firme”.

Pois é! É exatamente isso que eu faço. E não é só na Páscoa não. Essa linha de conduta serve para toda e qualquer situação com as crianças: diálogo, atitude positiva, naturalidade e firmeza.

O texto também destaca o preço dos ovos de Páscoa com brinquedos. É verdade que os ovos este ano estão bem mais caros que os do ano passado. E o que não está mais caro, gente?? Aqui em casa, tudo subiu de preço!

Nesse sentido, compra quem quer, quem acha que vale a pena. Consumir é uma escolha, um direito e não uma obrigação. Ninguém te impõe o consumo. ele é livre. Ainda sobre o preço dos ovos, o texto destaca que se trata de venda casada e que os Ovos são mais caros por conta dos brinquedos.

A venda casada é uma interpretação da norma por parte daqueles que defendem o boicote aos ovos de páscoa. Em direito, o grande trunfo do jurista é mesmo a interpretação da norma. Ganha quem sustentar melhor seus argumentos. Então essa é uma questão de ponto de vista. ponto. E sobre a questão do preço estar alto por conta do brinquedo: o preço dos ovos é anunciado na gôndola para que o consumidor possa decidir levar ou não. Ninguém é enganado ou induzido a comprar.

Com relação aos brinquedos que vem dentro dos ovos, o termo “xexelento” e “brinquedo de má qualidade” é bastante destacado no texto. Sobre isso tenho algumas observações: a proposta do brinquedo não é ser ultra sofisticado. A proposta é divertir e entreter. Neste caso, é sabido que criança não precisa de um super brinquedo para ser feliz. Ela só precisa brincar. A fantasia da criança faz o grande trabalho na hora da brincadeira. Ela é que confere status e importância para o brinquedo e pouca diferença faz o tipo do brinquedo.

E sobre isso, me lembrei do meu avô. Quando fazíamos viagens de carro, sempre parávamos em postos de gasolina para abastecer e comer alguma coisa. E claro, que eu do alto dos meus 6,7,8 anos SEMPRE parava no caixa e pedia algum daqueles brinquedinhos simples que ficam expostos na vitrine.

Nenhum dos brinquedos era mega elaborado, super alta qualidade nem nada. Eram brinquedinhos de beira de estrada. E eu ficava Tãããããõ feliz com os meus. rendia por toda a viagem. As vezes quebravam. As vezes duravam bastante. Não importa. O fato é que quando a viagem começava eu já sabia que ao longo do caminho ganharia algum brinquedo e a expectativa era demais!! E penso que a sensação de saber que tem um brinquedo no ovo é meio essa. Expectativa e diversão! SIMPLES ASSIM!

Daí que o texto também reclama dos ovos de acrílico que só vem brinquedo (brinquedos mais elaborados do que os de ovos de chocolate). Então eu lembrei de quando a minha filha tinha pouco menos de um ano e era páscoa. Ela não comia chocolate e ganhou dos avós um ovo desses. Vinha a Mônica bebê dentro. Achei perfeito porque não era chocolate. E vocês não fazem ideia de como ela curtiu essa boneca (e curte até hoje). A casca do ovo que é de acrílico virou bercinho da Mônica bebê e das outras bonecas. Foi o único presente que ela ganhou naquela Páscoa e foi super legal! E mais uma vez pensei sobre a questão da liberdade de escolha: você pode (e deve) junto com os seus filhos, ponderar, conversar e decidir SE e O QUE comprarão, seja na Páscoa ou em qualquer data.

Com relação ao consumo consciente: as crianças e porque não dizer que a família, só vai aprender a consumir melhor e com mais consciência se praticar o exercício de ponderação, priorização, escolha e necessidade. Se não problematizarem em cima de casos reais, da vida real, a questão (e a necessidade) do consumo consciente fica muito abstrata, muito distante e aí perde a sua importância, a sua força.

E claro que temos sempre alternativas para fazer escolhas diferentes. Seja não comprar, comprar apenas um, poupar o dinheiro para um desejo maior ou um projeto pessoal, doar chocolates ou brinquedos (ou os dois) para crianças que não recebem nada, fazer os próprios ovos…

As possibilidades são infinitas! E você, como consumidor pode fazer o que quiser! Essa é a beleza de um estado democrático e livre: não é preciso proibir, guerrear ou marginalizar. Uma sociedade é capaz de fazer escolhas! Sem mimimi!

Link para a matéria da Folha:
(http://maternar.blogfolha.uol.com.br/…/saiba-por-que-nao-…/…)

‪#‎eduquesemmedo‬
‪#‎pascoalivre‬

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