O painel das recompensas

 

Maria Eugenia Cardoso*

Quando eu ainda não sonhava em ter três filhas deliciosas como as que eu tenho hoje, já assistia um programa muito interessante quando morava nos EUA chamado Super Nanny. Também televisionado aqui no Brasil, uma inglesa gorducha de “oclinhos” e prancheta na mão viajava pelos Estados Unidos visitando pais em desespero que não conseguiam botar as crianças na linha dentro de sua própria casa.

 

Era uma história mais aterrorizante do que a outra. Desde crianças que batiam nos pais até monstrinhos que não queriam dormir, que se batiam, quebravam coisas, fugiam e desrespeitavam os pais em todos os níveis possíveis. Realmente o programa era de apavorar aqueles que ainda achavam que um dia poderiam ter filhos. Aposto que muitos desistiam depois de assistir um ou dois episódios com tantas “criancinhas”.

 

A super nanny sempre ensinava um truque e em todos os episódios nós terminávamos um pouco mais espertos. E pensávamos:”Quando tivermos os nossos filhos, vamos colocar esses truques em prática”. E foi exatamente isso que fizemos.

 

O painel das recompensas foi uma das melhores coisas que aprendemos. Desde que as meninas tem 2 anos, várias vezes ao ano criamos um painel de cartolina, pregamos num lugar da casa em que elas tenham acesso e definimos quais são os critérios a serem avaliados. Por exemplo, no nosso ultimo painel, os quesitos foram os seguintes:

  • Obedeceu a mamãe, o papai, as tias?
  • Foi tomar banho/café da manhã/almoço/jantar na hora em que foi chamada?
  • Fez birra?
  • Brincou com as irmãnzinha sem brigar?
  • Guardou os brinquedos depois de brincar?

Quando as crianças são muito pequenas, não recomendo encher demais a lista. Assim elas entendem bem quais são os comportamentos que estarão sendo observados.

 

Antes de dormir, chamamos as três para o painel e percorremos as perguntas três vezes. Esse momento é muito divertido por que elas ficam muito muito felizes cada vez que recebem uma estrelinha (bom comportamento) ou que as irmãs recebem uma. E ficam um pouco desapontadas se recebem uma carinha triste. Mas trabalham duro para nunca mais terem carinhas tristes perto do nome delas.

 

Muitas estrelinhas não precisam necessariamente corresponder a presentes. Basta o orgulho de terem tido uma boa performance e a criança já está feliz. Não devemos estragar o processo tentando recompensá-las por terem feito o que crianças bem educadas tem que fazer. Não fazem mais do que a obrigação, como diria minha avó. Mas com certeza uma chuva de beijos e abraços é muito recomendada, aplausos, carinhos de todos os tipos e vale até assobio de torcida de futebol.

Assim como eu contei sobre o Elfo que nos visita todos os anos no Natal, acho que nesse caso, de uma maneira semelhante, as crianças se empenham para fazer a coisa certa. Dá muito resultado, garanto. E além disso, a criança se sente reconhecida e dona da sua própria vidinha…. Por mais que eu ainda diga para elas o tempo todo que a vidinha delas pertence a mim!!!

*Maria Eugenia Cardoso tem 38 anos, é Gerente de Marketing, corredora, é casada e tem 3 filhas

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s